Por outro lado o dominado muitas vezes se engana, encanta pela aparente força (sedução). Vai sendo gradativamente sugado, manipulado e quando se torna insustentável, ou seja, quanto mais se dá afeto menos recebe. Ou se começa a repetir (quando não admite) atitudes de domínio, pior fica a relação a cada dia. O dominado entende os erros e se questiona: será que se eu tivesse me preservado esta relação existiria até hoje? E o dominador, (como sempre sem confiar no dominado), sugere que ninguém é ou será melhor do que ele mesmo.
Questões erradas novamente. Também porque quando no casal os dois são competitivos, os papeis de dominado e dominador se alternam, dependendo do ângulo que se vê.
Em todo empreendimento, seja material ou afetivo, corremos riscos. O que não cansamos de repetir é forçar uma irreal e aparente estabilidade.
Um grande filósofo já disse: “Amar é para quem tem coragem para colher uma flor na beira do precipício.” Normalmente as pessoas caminham para se acomodar ou criam disputas, quase nunca conscientizam (ou aceitam) o risco. Será por que as situações têm “cara” de aventura ou irresponsabilidade? Muito pelo contrário, a realidade (que nem todos querem ver), é arriscada sim, desde que tenha consciência de que todos nos renovamos com experiências individuais e diferentes. Essencial é não dominar o outro e não deixar-se dominar, é manter a verdade e a gentileza e assegurar a relação de troca e companheirismo. Aí há responsabilidade nesta aparente “aventura” em deixar-nos livres.
Então o risco está em que cada um responde apenas por si. E mesmo com vivências e mudanças individuais, o investimento no casal deve ser constante e sem cobranças de um para o outro?
Esta relação sadia tem o compromisso de nutrir os dois indivíduos e ser nutrida pelos dois o mesmo tanto. Para isto, acredito que um deve olhar para o melhor que o outro faz neste campo e tranquilamente não aceitar o que pode prejudicar.
Sem preguiça a relação vive bem com verdade e amor?
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