domingo, 30 de outubro de 2011

Inspiração

       Como inspirar sem ter espirado antes? A respiração é um ritmo que se inicia com a primeira inspiração que acontece imediatamente após sairmos do nosso primeiro e mais profundo estado íntimo. Geramos sozinhos a partir daí uma seqüência que não pode ser alterada.
Lembra que quando está afogando, só consegue se salvar quem espira no tempo certo e tem paciência para aguardar quando pode inspirar?
         É preciso terminar etapas subseqüentes para dar continuidade a qualquer projeto. Mesmo que nunca consigamos eliminar totalmente nenhuma vivencia anterior. Nem parece ser este o objetivo da vida. Acumulamos experiências, não necessariamente lembranças. Penso que elas são muito próximas da vivencia e o objetivo também parece não seja perpetuar uma experiência. Cada momento, por mais que pareça com outro, é diferente.
         Quando deixamos que momentos de introspecção, ou tristezas repitam sem uma ação positiva seqüente, há o sofrimento maior dificultando as próximas atitudes.
         Espirar e inspirar são como estado de tristeza e alegria. Os dois são necessários com um ritmo seqüencial. Popularmente também já desde sempre ouvi dizer coisas como “depois da tempestade vem a bonança”. E esperamos que depois esteja tudo no lugar e limpo, renovado. Se não, pelo menos o ar mais leve (como nossa consciência) para transformarmos.
         A ordem natural é transformar, evoluir. Cada momento, assim como o ar que respiramos, é sempre diferente. A não ser que queira envenenar-se, pode tentar repetir!
         O desafio maior então estará em mantermos o respeito, mesmo com as diversidades?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dois indivíduos e uma relação

     Toda crise conjugal, acho que é por não ter competência para seguir o caminho a que se propôs. Natural e humanamente justificado se não tentasse impedir ou forçar mudanças no outro, para alívio de sua própria dor em admitir-se incapaz. Toma decisões nos momentos em que deveria recolher-se com sua dor para seu benefício. Foge assim, da ordem natural da evolução com suas interdependências, mostrando-se capaz como ninguém, de superar as adversidades mantendo o mesmo punho de “justiça a todo custo” em todos os aspectos, forçando um equilíbrio apenas aparente. Enquanto na intimidade, exercita o “poder” sobre o outro.

     Por outro lado o dominado muitas vezes se engana, encanta pela aparente força (sedução). Vai sendo gradativamente sugado, manipulado e quando se torna insustentável, ou seja, quanto mais se dá afeto menos recebe. Ou se começa a repetir (quando não admite) atitudes de domínio, pior fica a relação a cada dia. O dominado entende os erros e se questiona: será que se eu tivesse me preservado esta relação existiria até hoje? E o dominador, (como sempre sem confiar no dominado), sugere que ninguém é ou será melhor do que ele mesmo.
     Questões erradas novamente. Também porque quando no casal os dois são competitivos, os papeis de dominado e dominador se alternam, dependendo do ângulo que se vê.
     Em todo empreendimento, seja material ou afetivo, corremos riscos. O que não cansamos de repetir é forçar uma irreal e aparente estabilidade.
     Um grande filósofo já disse: “Amar é para quem tem coragem para colher uma flor na beira do precipício.” Normalmente as pessoas caminham para se acomodar ou criam disputas, quase nunca conscientizam (ou aceitam) o risco. Será por que as situações têm “cara” de aventura ou irresponsabilidade?     Muito pelo contrário, a realidade (que nem todos querem ver), é arriscada sim, desde que tenha consciência de que todos nos renovamos com experiências individuais e diferentes. Essencial é não dominar o outro e não deixar-se dominar, é manter a verdade e a gentileza e assegurar a relação de troca e companheirismo. Aí há responsabilidade nesta aparente “aventura” em deixar-nos livres.
     Então o risco está em que cada um responde apenas por si. E mesmo com vivências e mudanças individuais, o investimento no casal deve ser constante e sem cobranças de um para o outro?
     Esta relação sadia tem o compromisso de nutrir os dois indivíduos e ser nutrida pelos dois o mesmo tanto. Para isto, acredito que um deve olhar para o melhor que o outro faz neste campo e tranquilamente não aceitar o que pode prejudicar.
     Sem preguiça a relação vive bem com verdade e amor?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Outubro de 2011

É preciso coragem, tempo e incentivo para editar um blog com os próprios pensamentos.

Depois de algumas experiências compreendi que tempo tem que se fazer... então aqui estamos!

Com coragem que depende um pouco do seu incentivo,
pretendo publicar pelo menos uma vez por semana.

Encontraremos em breve um motivo para voltar aqui. : )
Não é?