Você quer que eu aceite suas idéias e o que preciso e aceito é o seu afeto.
por Cláudia Mafra
Em nosso círculo afetivo é importante estar seguro de que consideram suas idéias, para simplesmente trocarmos o afeto que temos. Fora isso é tentativa de controle provocada, cultivada por nossa insegurança pessoal ou paixão.
Se deixamos a discussão competitiva a agressividade é crescente. Daí alguém tem que assumir o controle. Seja para fugir, seja para mostrar quem é mais forte. Acaba mal.
Depois de anos desse "cultivo" a relação tende a virar um círculo repetitivo, onde muitas vezes a doença vem "salvar". Ela pode deixa-los impotentes e provocar dó ou solidariedade, compromisso em favor do bem estar do outro educando afetivamente os dois em cooperação.
Bendita doença?... Não!
Mesmo porque nem sempre dá certo. Mesmo porque nem sempre tem um motivo para se estar doente, seja da alma ou do corpo.
Temos sim e sempre pelo menos um, forte motivo para cura pessoal e das relações.
E a cura não é o fim. É um início onde temos nova oportunidade de escolher caminhos doentios ou conscientes mais sadios.

Salvador Dalí - "Metamorfose de Narciso" - 1937
O mito grego de Narciso, o jovem belo que viu sua imagem refletida em uma fonte e se apaixonou por ela. Segundo uma das versões, incapaz de satisfazer seus desejos ele se transformou em árvore; em uma outra alternativa dramática, ele se inclinou para frente até abraçar a imagem, caiu de cabeça dentro d'água e se afogou. Depois os deuses o transformaram em flor, Dali mostra Narciso sentado à beira de um lago, olhando para baixo, enquanto, próximo, uma figura de pedra se decompondo se parece bastante com ele. No fundo, um grupo de figuras nuas faz poses, enquanto uma figura semelhante a um narciso aparece no horizonte.
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