( e a tecnologia?… vai bem. Obrigada! )
02 de fevereiro dia da nossa senhora
dos navegantes... Iemanjá.
A partir da sensação de que fomos uniformizados pela mídia e regras antigas autoritárias, a lista de direitos humanos só aumenta. Proporcionalmente à formalidade nas relações pela falta do interlocutor em consequência do avanço tecnológico. Avanço esse que não convém retrair por motivos próprios.
‘Eu e você’ ... cada dia mais raro.
Novas amizades são mais raras, principalmente pela banalização da palavra ‘amigo’ sem um substituto à altura. Interlocutores tem sido as tecnologias e suas variações de limite físico.
Novas amizades são mais raras, principalmente pela banalização da palavra ‘amigo’ sem um substituto à altura. Interlocutores tem sido as tecnologias e suas variações de limite físico.
Falo com ‘isso’, que pode transmitir ou não a você, que seria sujeito básico da comunicação humana afetiva... Seria o interlocutor. Com esse sujeito a criatividade e a ética tem mais campo de interpretação e ação por existir consequências mais duradouras e previsíveis. Aonde há acordos de responsabilidades mútuas.
No entanto, a tendência tem sido responsabilizar-se simplesmente por estar em uma situação. Surge de repente e some da mesma forma. Situacional, precária, ocasional e vai até certo ponto.
Sem interlocutor, tenho que ser ‘responsivo’ e não responsável. Situações em que não conseguimos identificar os sujeitos desse possível acordo, ou quem irá cobrar a responsabilidade.
E os contratos pro futuro, serão cada dia mais individuais e transferíveis?
Quando setorizamos, a ética trata de prever melhor a relação de ‘culpa X liberdade’. Ou seja, a responsabilidade seria prevista e clara a partir da justiça geral, equilibrada na visão de consequências dentro do conhecimento mútuo ou do meio. Por outro lado, a tendência das relações mais fluidas é o domínio individualizado, que gera mais regras, consequentemente proporcional à capacidade (ou noção imediata de direito) de manipularmos pessoalmente o meio.
Esse cenário pode ser palco para nossas fugas, ou para a necessidade de repensarmos nossas sociedades. A anarquia é desejável quando há excesso de dogmas massificando um grupo. E quando todos se sentem individualmente desrespeitados?
Agora o drama é da falta de respeito, tanto de privacidade ( regras que protegem decisões íntimas ), quanto ao papel do outro. Porque vem desaparecendo a noção de individualidade, a partir da própria noção da diversidade e maior volume de exigências individuais. Um grande paradoxo humano.
Nessa fluidez crescente e cada dia mais aprofundada, temos nos encontrado com pessoas de nosso mais caro afeto nos velórios. Ambientes cada dia mais voltados para o alívio e leveza estética de quem ainda vive.
Vamos continuar fugindo às discussões de responsabilidade social e viver em ciclos repetidos entre sistemas ideológicos liberais e sequentes regimes autoritários?
Ou seja: minha responsabilidade não está mais sujeita ao direito do outro ... ao mesmo tempo a multidão me impede à ndividualidade e favorece surgir o sujeito autoritário para manipular a massa insatisfeita. Aí completa com a consequente revolução dessa massa, que elege um representante, o qual humanamente vai decepcioná- la ... Assim segue -se por ciclos até que amadureça o diálogo, as regras sociais e suas respostas à altura.
“A realidade humana é que eu sou sempre o outro, diferente do que você vê. E te devo respeito como você me deve.”
Tiramos o você das relações...
e agora José...
o “Isso” não me deve respeito.
Salve, rainha dos navegantes !
Por
CláudiaMafra
02fev18