segunda-feira, 16 de junho de 2014

Eu e o Grande Amor

Ego e Amor. Questão...
Por Cláudia Mafra


Há diferença entre idealização e fantasia. 

A fantasia não necessariamente tem compromisso com a realidade, apesar de às vezes insistirmos em vive-las.

Já a idealização que falamos aqui, parte da realidade.
É a criação a partir de uma pessoa ou situação de convivência e necessidade. 

Os pais, por exemplo, são idealizados a partir da adolescência (ou antes) por necessidsde da formação do adulto. Convive-se necessariamente com seus representantes adultos, que darão parâmetros para a própria e íntima criação. Estes parâmetros são elementos que junto com outras impressões de vivencias e observações formarão os pais ideais na imaginação.  Esta ideação convive paralela ao relacionamento real com os adultos. Fazendo críticas e alimentando este ideal, este modelo a ser intimamente seguido.

O questionamento aqui proposto, é como usamos esta capacidade de ideação, tanto no relacionamento com os modelos reais "adultos"(pai ou mãe), quanto na transferência das relações interpessoais.
 Lidamos com este modelo íntimo paralelo às convivencias, com respeito as diferenças do real? Ou levamos este modelo, que deveria ser só nosso, para dentro das relações, cobrando do outro este ideal de nossa criação?

E pergunto se transferimos "aquele personagem perfeito que nos completa" para um relacionamento que já acabou ou que o tornamos impossível? E ainda o mantemos a distância como impossível idealizado "O grande amor de minha vida" que justifica, nossa covardia, em toda realidade de escolhas erradas e outros fins absolutamente reais?

Analisemos o conteúdo da sinceridade e o contexto para inserir

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